Democracia
Estava fuçando nos meus arquivos da facu e encontrei esse trabalho que fiz para uma matéria lá na PUC... Achei pertinente publicar aqui para aqueles que tiverem algum interesse!!!
A democracia
Refletiremos aqui sobre o papel da democracia na construção do desenvolvimento, focando necessariamente na importância da promoção de liberdades. Assim, além de falar da democracia como instrumento, abordaremos a importância da liberdade política como um fim em si mesma.
Para falar sobre a questão do desenvolvimento, faz-se necessário desmistificar a concepção de que as necessidades econômicas são prioritárias em relação às liberdades políticas.
Ao analisar o contexto atual, é possível notar que temas concernentes ao crescimento econômico Chinês ocupam destaque no âmbito dos debates internacionais, enfatizados principalmente pela mídia internacional.
A República Popular da China, estruturada em fortes bases do sistema capitalista, obteve nas últimas décadas um notável crescimento econômico. Nesse sentido, o sistema comunista-ditadorial chinês é exaltado pelos benefícios econômicos que tem proporcionado nos últimos anos e, em contrapartida, críticas pertinentes que poderiam ser tecidas em relação à falta de promoção de liberdade não são mencionadas.
Um ponto importante a ser abordado nesse contexto é de que o desenvolvimento não diz respeito ao simples crescimento econômico, estando mais relacionado à qualidade do crescimento econômico. Esta qualificação pode se dar quando existem instituições que garantem a promoção da liberdade, como por exemplo as instituições democráticas, e quando existe a possibilidade de reversão em ganhos para a sociedade em geral.
É prudente que pensemos nas instituições como meios de gerar uma estrutura de incentivos. Essa geração de incentivos positivos é mais facilmente vista em países democráticos, já que há motivos para que sejam feitos bons investimentos. Não obstante, em países ditatoriais ou autocráticos são diversos os incentivos perversos, que colaboram para as causas da corrupção, desvio de dinheiro público, adiamento de projetos, etc. Em um governo onde a população não exerce voz, não vota, não participa do processo de responsabilização e accountability, a lógica dos incentivos tende a ser perversa. Governos ditatoriais que receberam dinheiro, não fizeram uso virtuoso dele, instituições não incentivaram o desenvolvimento.
Assim, é possível atribuir amplo valor a qualidade das instituições governamentais, que posteriormente tendem a determinar a qualidade das políticas públicas.
Dessa forma, a democracia faz-se necessária como regime por viabilizar a execução de políticas públicas pelo Estado e ainda permitir que a sociedade pratique o chamado processo de accountability e checks and balances, não dizendo respeito apenas ao ato de votar.
Embora haja um reconhecimento da importância da democracia para alcançar o desenvolvimento nesse trabalho, é preciso salientar que ela não é um dispositivo mecânico para tal, dependendo do uso, virtuoso ou não, que fazemos dela. Em muitos países em desenvolvimento, incluindo-se aqui o Brasil, o problema em si não é a democracia (mesmo por que em nosso país a democracia é uma forte instituição consolidada), mas é o uso que se faz da mesma, já que o Estado pode ser ocupado por grupos de interesses diversos, que não almejam a reversão em ganhos para a população.
A democracia não é culpada por nós termos fracassado em implementar políticas públicas. O problema é o uso que se faz do aparelho estatal, os interesses corporativos dentro do Estado. Nosso fracasso está relacionado à ligação do Estado aos grupos corporativos. Ainda assim, a melhor maneira de resolução de problemas está centrada na democracia, no contexto que vigora nos dias atuais.
Por mais valiosa que a democracia seja como fonte importante de oportunidade social, existe ainda uma preocupação em analisar os caminhos e meios para fazê-la funcionar de forma eficaz. O bom andamento da democracia depende não só das formas institucionais, como também e principalmente da sua prática efetiva.
Embora a democracia leve certo tempo para se fortalecer, podemos dizer que a vantagem está no fato dos resultados das negociações serem mais estáveis, menos sujeitas a controvérsias e consequentemente, mais duradouras e eficazes.
Escrito por * Dani * às 00h17
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Ligamos a TV em horário de propagandas políticas e vemos sempre aquela mesma patifaria...
Promessas de erradicar todos os males da humanidade, números inflados e superestimados de obras realizadas nos últimos mandatos de cada candidato e ainda a certos políticos alegando que nada sabem, nada vêem, acreditando piamente na nossa estupidez para acreditar nessas asneiras.
Difícil não se revoltar com essa palhaçada... Diante dessa desilusão muitos decidem anular o voto... E é sobre isso que trataremos aqui.
O ato de votar nulo pode ser considerado uma forma de protesto ou resume-se simplesmente em jogar seu direito político no lixo?
Segundo reportagem da revista Super Interessante publicada no mês passado, o voto nulo já foi considerado uma bandeira ideológica na história. Era o que pregavam os anarquistas, responsáveis pelos movimentos utópicos que nasceram no século 19 e fizeram sucesso no começo do século 20. Segundo eles, votar nulo era uma forma de não entregar sua liberdade nas mãos de um líder, permitindo assim que a sociedade fosse organizada pelas próprias pessoas, sem funcionários, sem autoridades e sem líderes.
Enquanto esse tipo de movimento fica apenas como uma vontade utópica de cada cidadão, discutiremos aqui que o maior problema vai além do momento votação na urna eletrônica. É fato que o atual sistema político do Brasil tem problemas muito mais profundos que a escolha de um ou outro candidato.
Só para exemplificar citemos alguns dados fornecidos pelo IBGE:
- mais de 30% dos brasileiros não sabem quem é o governador de seu estado
- dois em cada 10 brasileiros não conseguem dizer quem é o presidente da República
- Só 18% praticaram alguma ação política, como fazer uma reclamação ou preencher um abaixo-assinado.
E se, utopicamente, pensássemos que a maior parte dos eleitores tomasse uma decisão coletiva de recusar todos os candidatos e votasse nulo?
Ninguém sabe, nem mesmo o Tribunal Superior Eleitoral.
No caso de presidente e governador, nem o TSE tem certeza do que aconteceria. Existem hoje duas leis conflitantes sobre o tema. A Constituição, de 1988, diz que valem só os votos válidos. Mas o Código Eleitoral, de 1965, prevê a anulação em caso de mais de 50% de votos nulos numa eleição majoritária. Se isso ocorrer, o dilema deve seguir para julgamento do TSE e depois do Supremo Tribunal Federal. A democracia no Brasil provavelmente ficaria sacudida.
Embora haja essa discussão acerca do voto nulo, ela não é muito pertinente já que apenas 10% dos votos em cada eleição aproximadamente são nulos. Dificilmente isso se tornará pressão política. Pressão política ocorre quando os políticos estão preocupados com o povo que governam. Aqui, pouco importa o que o eleitor pensa ou deixa de pensar (vide recentes episódios de corrupção a La Mensalão, Sanguessugas, dossiês, e etc.).
Faz-se necessário pensar que hoje em dia, o melhor protesto é votar para o candidato que você julga ser mais íntegro, com melhores propostas. Sempre é possível escolher. Se a população mais informada optar por não fazer escolhas, a eleição será decidida por cidadãos menos esclarecidos. E esse é meu grande medo!
Escrito por * Dani * às 15h00
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A correria do dia-a-dia e o excesso de tarefas às quais estamos submetidos têm trazido diversos problemas para a sociedade atual. Ligamos o piloto-automático e agimos freneticamente sem pensar. Stress, síndromes jamais diagnosticadas antes, dores diversas e depressões passaram a ser uma constante em nosso cotidiano, resultados desse ritmo alucinante em que vivemos. Nós, trabalhadores, estudantes, whatever, damos tudo de nós para ter reconhecimento, sucesso e suas varáveis, $$$, diga-se de passagem. Acho muito louvável ter ambições e interesses na vida, lutar pelas pretensões, porém há ressalvas!!! Penso que essa busca pelos nossos ideais tem de se dar sem que haja o esquecimento de uma questão muito importante em nossas vidas, quem realmente somos e o qual o nosso propósito aqui. Não, este não é mais um texto propondo viagens filosóficas, em busca da paz mundial ou da redenção humana. Esse espaço fala de algo que julgo viável para termos uma vida melhor. Talvez eu seja um ser um pouco ingênuo ainda, talvez devido à idade ou à pouca experiência de vida, mas ainda acredito que estamos por aqui só de passagem e devemos buscar um desenvolvimento na nossa capacidade de amar os outros. Algo parecido com o que Jesus, Gandhi ou Teresa de Calcutá foram capazes de fazer. Todas essas figurinhas tiveram em suas vidas a atitude de pensar mais nos outros do que em si próprio, de tentar fazer algo pelas pessoas que estavam ao seu redor, atitudes essas de não conformismo com as características da sociedade em que viviam, revolucionários e líderes, diga-se de passagem. Talvez seja essa a resposta para os problemas atuais, deixar de ser tão centrado nos próprios problemas e se importar um pouco mais com o resto do mundo. As pessoas são tão egoístas e mesquinhas (e não serei hipócrita a ponto de me excluir desse grupo - sim isso é uma auto-crítica!), que frequentemente se vêem com dificuldades existenciais para as quais a única solução é uma sessão no divã acompanhada de uma dose de prozac! Pessoas depressivas por exemplo, são aquelas que sofrem pela sua dor, que vêem em seus problemas seu único motivo de viver, um egoísta mesmo. Dessa forma, seu sofrimento passa a ser crônico, pois sempre algo o incomoda. A diferença dessas pessoas para seres superiores é que os mestres passam sua vida pensando nos outros; enquanto as pessoas pequenas passam suas vidas pensando em si. Assim, situações corriqueiras como o fraco desempenho na faculdade, um término do namoro, a frustração de não saber o que quer da vida, a ausência de um pai, um salário baixo, são motivos para a tristeza soberana. Não estou dizendo que esses sejam problemas fáceis de se administrar, mas estou afirmando que devemos encará-los da melhor forma possível. Sofrer é uma escolha que fazemos no dia-a-dia. Podemos nos lastimar por sermos seres cheios de problemas (sim, todos temos, alguns mais do que outros, mas todos temos!), ou podemos encarar essas dificuldades como desafios e ensinamentos. É o aprendizado, é a oportunidade de buscar encontrar, dentro de si, o que tem de mudar, de corrigir, de reformar. Mas o mais fácil é culpar os outros, culpar o mundo, se fazer de vítima. É preciso nesse sentido, e que isso valha para mim também, buscar lições em tudo o que vivenciarmos, é preciso voltar-se para o mundo ao invés de olhar para o próprio umbigo e cultivar a alegria ao invés do sofrimento. A vida é um instante eterno e devemos ter concentração no momento presente, em vez de ficarmos sonhando acordados, pensando no futuro ou lamentando o passado (ouvi isso em algum lugar!). E pensar que cada vez mais há a necessidade de sair do anonimato, para protagozinar papéis em nossas vidas, ser autor da própria história, sem medo de mudar, de sofrer, de chorar.
Escrito por * Dani * às 02h14
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Balanço dos últimos 21 anos.

Hoje me flagrei pensando na minha vida e em tudo o que aconteceu nos últimos 21 anos dela... Sim, eu sempre me pego pensando em diversos episódios quando estou dentro do 7245... Incrível como janelas de ônibus são praticamente terapias para nossas vidas... Minha sessão no divã no banco duro do ônibus tem a duração de praticamente uma hora, tempo que levo para chegar ao meu lugar de destino, localizado nos distantes arredores de Santo Amaro.
Hoje, no trajeto, fiz um flashback e fui parar no ano de 1988, quando com apenas 4 aninhos de idade, ia para a academia de Ballet.
Sim, toda mãe tem sonhos de ver sua filha em trajes rosinhas e protagonizando passos estranhos em cima do palco. Com minha mãe não seria diferente. Depois de matriculada no ballet, eu era obrigada a comparecer às aulas. Lembrei de como odiava usar meia-calça, em como odiava prender meu cabelo daquele jeitinho em coque com gel bozanno (sempre presente!), e no pânico em que tinha de me apresentar para multidões (oks, não eram multidões e sim mães desesperadas para suas filhas desordenadas). Não preciso contar que num curto período de quatro meses, na primeira manifestação do surto Looser, desisti de tudo aquilo.
Estava na loja de minha mãe quando o telefone tocou. Ouvi minha mãe dizendo que era para mim...
Pânico!!!
Era a professora do Ballet querendo saber o porquê da minha ausência prolongada por quatro semanas e o porquê de eu não me apresentar no festival anual. Dotada de forte personalidade looser, eu respondi que não gostava, que aquilo não me agravada e que eu não mais compareceria àquelas aulas para sempre.
Desliguei o telefone.
Insatisfeita com a situação de ter investido fortunas na carreira de sua filha no ballet que não decolou, depois de ter comprado fantasias de festival, adereços como meia-calças, sapatilhas, collants e tudo o que uma bailarina mirim tem direito, minha mãe moralizou: “Você não mais voltará a fazer ballet.”
Três anos mais tarde, eu decidi que faria ballet. Bati de frente com minha mãe que deixou claro que não me ajudaria a voltar na minha carreira de bailarina incompreendida. Ela deixou a meu critério ir atrás de tudo... E assim eu fiz... De pastinha debaixo do braço, com um porte de executiva-mirim, me dirigi a academia de Ballet, vencendo obstáculos da minha infância esquisita. Entrei no recinto, sentei no sofá esperando para ser atendida. Alguns minutos depois, a secretária me atendeu.
- “Pois não?”
- “Vim fazer minha matrícula no curso de ballet” eu disse.
- “Ah, mas para isso sua mãe precisa estar presente para assinar os papéis e acertar tudo aqui”
- “Não, ela disse que eu poderia fazer sozinha mesmo, ela não quis vir e me deu esse cheque assinado”
Só aí a secretária percebeu que aquilo não era pegadinha.
Feito...Óbvio que não virei bailarina, nem aspirante a, mas me apresentei diversos anos nos festivais, fiz inúmeras amizades verdadeiras dentro da academia e ainda ajudei o grupo a ganhar diversos prêmios de festivais consagrados.
Todas as vezes que tenho crises de perdedor, penso nessa cena. Em como aquele ser metade menina, metade mulher lutou pelo que quis e conseguiu. Às vezes sinto falta de ser determinada e de saber lutar pelas minhas pretensões.
Quando essas crises baterem, lembrarei que um dia eu pude...
Escrito por * Dani * às 01h59
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Escrito por * Dani * às 23h08
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Show de horrores!!!

Tenho que confessar que assistir televisão tem sido uma atividade um tanto quanto difícil nesses últimos tempos... Horário político é um verdadeiro saco... Chego em casa e quando vou almoçar, me deparo com as propagandas de caráter mais cômico do que sério...
Já vi propaganda de candidatos como Zé do Caixão, a palhaçada da turma do Prona (tanto a doutora Havanir do batom vermelho choque quanto à de seus discípulos) e por fim, as verdades absolutas ditas pelo “bom” prefeito, Paulo Maluf... (tomara que ele não esteja de volta como diz seu novo lema...
Hoje, me deparei com uma revista aqui em casa cuja reportagem me interessou bastante... Falava dos truques usados pelos políticos nas propagandas para conseguir nosso voto... achei interessante colocar alguns desses truques para que vocês possam assistir as piadas dos programas eleitorais com olhos mais atentos a pequenos detalhes...
Há uns 20 anos atrás, as propostas dos candidatos eram propagadas por meio de comícios já que a televisão não era algo comum a todos brasileiros na época... Hoje, no entanto, a televisão é o meio mais eficaz e abrangente para propagar idéias... A maior parte da população brasileira tem acesso a esse meio de comunicação...
É natural então, que os políticos tirem vantagem desse advento... Passam o gelzinho no cabelo, vestem terninhos de marca, preparam discursos e ensaiam sorrisos, tudo para construir uma IMAGEM que nos cative... Os publicitários, através de dados de centros de pesquisa, conseguem traçar um perfil do eleitorado e saber quais são nossos desejos e reivindicações... A partir dessas informações, adivinhem... Eles falam o que nós queremos ouvir... E surgem as grandes promessas...
Nessa corrida eleitoral, imagem é tudo... Eles têm de parecer bem vestidos (mas não elitista ou arrogante...), ao lado da família (para dar maior credibilidade!), rodeado por flores e estampando seus rostos com simpáticos sorrisos...
Hoje mesmo, assistindo ao horário político, pude constatar o que dizia na reportagem... Serra, todo bem vestido, com as mangas arregaçadas (detalhe importante para passar uma imagem de trabalhador), ao lado de um vaso de flores (para suavizar a arrogância que muitos lhe atribuem)... Curioso perceber que cada objeto, cada detalhe, tem o seu porquê de ser nessa corrida pela obtenção de nossos votos...
Interessante também, foi constatar que em 1860, ano em que o presidente norte-americano Abraham Lincoln foi eleito, fazer campanhas como as de hoje em dia era antiético... os candidatos faziam seu discurso uma única vez, no momento em que anunciavam a candidatura. Apresentavam então, propostas e saíam do ar para que o povo pudesse pensar e escolher a melhor opção para si... bem que eu preferiria ter vivido naquela época... não precisaria ver esse show de horrores...
Ah, e por falar em show de horrores, alguém aí recebeu o e-mail contendo o santinho daquele candidato paraplégico chamado Larry (ou algo do tipo)??? O Único candidato que não passa a perna nos outros...
Fala sério hein!!!
Escrito por Eu e eu mesma!!! às 22h33
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As duvidas do (meu) mundo contemporaneo!!!
    

Dilemas da vida contemporânea: (pelo menos da minha!!!)
_ Por que mulheres abrem a boca frente ao espelho quando passam rímel nos olhos???
_ Por que acordo cedo todos os sábados involuntariamente quando queria ter sono???
_ Por que no colegial você era inteligente e na facu é um bosta???
_ Por que pelos encravados podem virar verdadeiros hematomas???
_ Por que quando nos sentimos gordas comemos ainda mais???
_ Por que minhas promessas de começo de ano sempre vão por água a baixo???
_ Por que cortaram o acesso ao orkut no laboratório da faculdade???
_ Por que eu tenho que dar a famosa viradinha no pé toda festa que vou???
_ Por que a viradinha no pé é constantemente seguida por uma estatelada no chão???
_ Por que a cerveja da balada esquenta tão rápido que nem dá tempo de aprecia-la???
_ Por que a gente experimenta trocentas roupas de balada e acaba sempre saindo com a sina do conjunto calca + blusa preta???
_ Por que seus educadores sempre disseram para que você não conversasse com estranhos se é de conversas com estranhos que se constituem os inícios de grandes amizades???
_ Por que eu não choro em casamentos enquanto 99% da população feminina acha tudo aquilo comovente???
_ Por que a lei de Murphy sempre funciona comigo???
Alguns dos porquês mais intrigantes da sociedade foram inumerados por mim... E vocês, caros leitores deste humilde blog, conseguem pensar em mais algum???
Manifestem-se se desejarem!!!

Escrito por Eu e eu mesma!!! às 22h05
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"Tudo que o homem ignora não existe para ele, por isso a Criacao, se reduz, para cada um, ao tamanho do que abrange o seu saber." - Le Petit Prince.

Quando o pequeno príncipe sai de seu planeta (planeta este pouco maior que uma casa!) tenta, sem sucesso, compreender a maneira como pensam as Pessoas Grandes.
" As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do especial. Não perguntam nunca qual é o som da sua voz ou quais os brinquedos que prefere... Não perguntam se esse alguém coleciona borboletas... Elas perguntam, ao invés disso, qual é a sua idade, quantos irmãos tem, quanto pesa, quanto ganha seu pai... Somente então é que elas julgam conhecê-lo"
"Se dizemos às pessoas grandes que vimos uma linda casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado; elas não conseguem, de modo nenhum, fazer idéia da casa. É preciso dizer-lhes: Vi uma casa de seiscentos contos... Então elas exclamam: Que legal!!!"
Esse pequeno príncipe viaja para inúmeros planetas, inclusive para a Terra... E é aqui que ele formula umas idéias bem legais...
"Os homens do planeta Terra cultivam 5000 rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram... - E no entanto, o que eles buscam poderia ser achado em uma só rosa.. Mas os olhos são cegos... É preciso buscar com o coração..."
Não vou contar a história toda para não perder a graça... mas fica aí a dica de um dos livros mais fofos, sábios (e curtos diga-se de passagem..) que eu já li !!! Ah: Na net você pode encontrar o livro... Créditos para o link que é:http://bananaseixas.vilabol.uol.com.br/Cap00.htm

Escrito por Eu e eu mesma!!! às 16h32
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Manifesto: felicidade autêntica???
    

É fato... Somos os mesmos... A cada dia que passa as pessoas se tornam mais iguais umas as outras... pensam igual, agem igual e adivinha??? Se parecem fisicamente...
Milhões de mulheres no mundo inteiro passam fome, vão a salões de beleza e até mesmo se submetem a cirurgias plásticas para viver de acordo com os padrões sociais de beleza. Padrões esses ditados por nós mesmos... Por nós, pela televisão, pelas capas de revista, enfim, pela própria indústria da moda.
Isso acontece por que quanto mais detestáveis nos sentirmos, mais vamos comprar... Isso é, a falta de auto-confiança que sentimos vai nos levar a comprar cosméticos, roupas da moda, o sapato show, para que possamos nos tornar mais confiantes em relação a nós mesmos... Ao sentirmos aquela insegurança, vamos às compras...
Outra coisa que acontece é que passamos a desprezar o conteúdo próprio, cultivando meramente a imagem de um corpo, você é o que você vê no espelho, e não o que você pensa, sente, fala... Tudo isso não importa... Imagem é tudo! Medimos nossos valores pelo nosso corpo... e passamos a acreditar que precisamos de produtos, roupas de marca, e outros aparatos para conquistar a felicidade...
Aí, acontece que as pessoas que não suportam essa pressão toda desses padrões e não se enquadram neles começam a apresentar disfunções como anorexia, bulimia, vão ao psicologo, endocrinologista, fazem plásticas, lipos, implantes e tudo mais o que estiver disponível no mercado da beleza!
Mas só pra piorar a situação desse ciclo vicioso, as pessoas do sexo oposto vão procurar parceiros que se enquadrem nos padrões a que eles estão condicionados a ver desde que nasceram... Perseguem a imagem de pessoas lindas, perfeitas, sem celulite (mais no caso feminino...) e por conseqüência, escassa no mercado...
Esse ciclo é perpetuado pois funciona no mundo que vivemos... Um mundo onde o ter é mais importante que o ser, o mundo capitalista onde tudo vira mercadoria... Tudo é comercializado... não só a beleza, mas a felicidade humana também!!!
Todos querem alcancar o momento da fecilidade sublime e irreal e se esquecem de viver a própria vida, com todos seus pequeninos momentos... esses sim, carregados de alegrias que permitem uma vida mais feliz... de verdade!!!
Escrito por Eu e eu mesma!!! às 13h08
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E agora?

Por favor alguém aperte o botão para fazer tudo isso parar!!!
Sim, eu já tenho quase vinte anos e parece que o mundo está girando cada vez mais rápido...
Parece que foi ontem mesmo que eu, uma criança de bochechas rosadas, assistia aquele inocente desenho animado “Caverna do dragão” e torcia pra que os protagonistas da trama achassem o caminho de volta para casa... Mas ai, há um tempo atrás, meu mundo desabou... descobri que aquele bosta daquele unicórnio era do mal e por isso sempre impedia a galerinha de voltar pra casa... Ah: e mais um fato chocante... O vingador e o mestre dos magos são a mesma pessoa... Ah vai se #&$!% , preferia ter ficado na ingenuidade mesmo...
O “momento curiosidade” acima serve para ilustrar que aquela visão linda que eu tinha da vida já era... o fato é que a gente cresce e passa a ter diferentes percepções, muito diferentes dos contos de fada, das brincadeiras de casinha e dos momentos Barbie, Skitter e Ken... Essa realidade com a qual tenho me deparado está bem fora dos roteiros que eu inventava pras minhas brincadeiras de criança...
O que está me agonizando é que nem tudo está sendo perfeitinho como eu gostaria que fosse... estou frustrando expectativas que as pessoas criaram sobre mim... não consigo ser do jeito que elas querem que eu seja... Exemplos???
Ex 1: Minha mãe não se conforma de ter uma filha que apronta barracos em banheiros com pessoas que furam fila (sim, a amiga dela contou!!!) ou que chega falando coisas sem noção de madrugada em casa (talvez seja o álcool certo???)
Ex 2: Minha avó paterna é frustrada até hoje por eu não ter escolhido ser uma médica... Aliás esse final de semana ela me perguntou pela sexta vez (não é forca de expressão) qual era o nome do meu curso mesmo... acompanhado daquele: e o que é mesmo que você vai ser???
Além desses dois exemplos, tem um montão de outros que não merecem ser aqui citados... a verdade é que já decepcionei muitas pessoas... e eu juro que não que a minha intenção não era essa!!!
Há certas coisas que eu não vou mudar e é isso aí...
Desculpe mãe, mas eu bebo mesmo nas baladas e fora delas...
Desculpe vó mas eu vomitaria se tivesse de operar alguém... Não suporto ver sangue, nem machucados... Não gosto nem de ver as pessoas tomar injeções ou remédios...
E os pedidos de desculpas se estendem a todos aqueles que um dia eu possa ter magoado...
Acho que nesses vinte anos dessa vidinha medíocre, além de ter ficado sabendo sobre a verdade do Unicórnio maligno, também aprendi a ser sincera com as pessoas e conseqüentemente reconhecer quando errei...
Isso foi um desabafo... Mas já passa...
Escrito por Eu e eu mesma!!! às 02h57
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MICOS NA HORA DO BANHO!

Hoje o manifesto da vez é outro!!! Manifesto eu quero privacidade!!!
Leiam o post abaixo e verão que tenho minhas razoes para abrir espaço para tal indignação!!!
A história é a seguinte:
Há dez anos moro em um prédio aqui em Cerquilho... Melhor, vamos usar o artigo da maneira certa!!! Moro No único prédio de Cerquilho cujo nome denota intensa criatividade por parte das pessoas que o batizaram...“Edifício Cerquilho” (Sacada brilhante essa não???)
Bom, comentários desnecessários a parte, vamos ao que interessa...
O fato é que o prédio de dez anos de idade já está um pouquinho desgastado e como não poderia deixar de ser, sofreu danos pela ação dos ventos, visitantes infelizes que ficam esfacelando as bolinhas do concreto da parede e até pombos fedorentos que insistem em fazer das sacadas seu habitat natural... Com todos esses desgastes, viu-se necessário rebocar o prédio novamente e também passar uma mãozinha de tinta de quebra!!!
Contextualizada a situação, passamos para a cena em que eu tomava banho ontem, cantarolando debaixo da ducha, ensaboando o corpo com o dove ¼ de creme hidratante, deliberando sobre o que vestiria para ir até a casa da minha avó almoçar... Resolvi dar uma checada na situação do tempo, como estava lá fora – frio, calor, sol, chuva, neblina?? O que fosse... Quando abri a janela, olhei pra baixo e percebi que as pessoas vestiam camisetas, shorts, bermudas, tudo bem clima verão mesmo.... Percebi também que muitas delas entravam e saiam dos bancos, faziam barbeiragens na rotatória frente a prefeitura,... Tudo acontecia na mais perfeita harmonia... A ÚNICA COISA QUE EU NÃO PERCEBI FOI QUE bem do lado havia um pintor em sua melhor performance SPIDER MAN, dependurado em uma misera cordinha, observando tudo...E eu nem sequer percebi...
Micol...
Minha privacidade se perdeu junto com a minha graça naquele minuto... Ambas foram ralo abaixo...
E foi assim que naquela tarde que, eu, que já me acho meio sem graça, fiquei sem graça nenhuma...
E esse foi mais um dos meus micols... freqüentes e relativamente vergonhosos!
E abro aqui mais um espaço para um manifesto:
Eu quero privacidade!!! (pelo menos no banho!!!)
Escrito por Eu e eu mesma!!! às 03h45
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MALABARISMOS OFUSCADOS!!!
  
O frio que faz neste madrugada é quase insuportável... Sinto-me sufocada com o peso das cobertas que utilizo para me aquecer nessa friaca!!!
Mas aqui, no quentinho do meu cobertor, estou pensando naqueles que estão lá fora... no mais intenso frio, sem nada disso que eu tenho aqui dentro!!!
Posso dizer que vejo cenas deprimentes todos os dias na capital em que moro... Cenas costumeiras que passam quase desapercebidas frente a olhos acostumados com aqueles tipos de situações, pessoas que já incorporaram aquilo como parte de sua rotina...
No entanto, para mim, uma garota com suas raízes no interior, aquilo tudo parece fora de lugar, caótico e injusto!!! Não me acostumei com a cena de garotinhos de cinco anos de idade protagonizando malabarismos desajeitados nas ruas de São Paulo com a finalidade de ganhar míseros trocados... A preocupação deles não é com a desigualdade social... Eles nem tem tempo para pensar nisso como faço eu agora!!!
Diferentemente, a problemática que envolve a vida deles é prestar atenção na hora em que acontece a troca do vermelho para o verde do semáforo!!! Ou então qual o tipo de refeição que terão (se é que terão alguma!!!).
Sei lá, quando vejo uma cena dessa, passo a enxergar um sentido em todas aquelas denominações que ouvia na escola: O IDH de um país, a desigualdade social, a renda per capita, o analfabetismo, a expectativa de vida.. tudo aquilo que eu decorava nos livros são de verdade!!!
Mas e aí, o que eu fico pensando é.... como reagir frente a uma cena dessas?? Que atitude tomar? Não me ensinaram isso na escola!!!
É fato, eu não consigo simplesmente fechar o vidro na cara de uma criança em busca de moedas para uma refeição pelo menos...
Mas quando dou moedinhas, qual a diferença que eu faço???
Para aquela criança, naquele especifico momento muita coisa mudou!!! As moedas que eu lhe dei no semáforo lá de trás vão servir para o lanche, enganar a fome que a apavora ... No entanto, amanhã, no momento em que eu for para a faculdade cedinho, ela estará lá com fome novamente... Ela quer novas moedinhas para suprir suas novas necessidades - o café da manha dessa vez!!!
A verdade é que essa situação de miséria absoluta traz às ruas uma considerável parcela de pessoas que encontra na solidariedade das pessoas a alternativa para prover o seu sustento.
Se meu gesto não resolve, pelo menos ameniza aquela situação...
Mas e a solução para isso tudo? Tipo, se eu fosse Dona Marta, o que eu faria além de transtornos nas ruas de SP???
Educação pra meninadinha, escolas integrais com refeições pra galerinha, trabalhos do Estado junto daquela camada da sociedade, maiores áreas de lazer (como já diriam os Titãs "A gente não quer só comida") para todas aquelas pessoas terem acesso, maiores programas de qualificação profissional para as gerações mais velhas que lhes possibilitassem competir no mercado de trabalho.
Impossível??
Não!
Deixar de lado o comodismo e participar ativamente da sociedade é uma boa...
E não precisa ser a Dona Marta para fazer isso...
Existem ONG’s bem legais e deixo aqui a sugestão de um site muito interessante cujo nome diz tudo:
www.protagonismojuvenil.org.br
Lá tem vários projetos e você pode achar alguma forma de ajudar ou participar de trabalhos voluntários, enviar suas idéias brilhantes...
Sei lá, acho que é necessário procurar outras alternativas...
Enxergar a situação das cidades de um jeito diferente... Não por uma visão ocultada pela falsa proteção dos vidros escuros e insulfilmados...
Escrito por Eu e eu mesma!!! às 04h32
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FICAR BEM E SOZINHO!!!
    
Hoje vou falar sobre a solidão.
Não!!!!!!!!!!! Não desista de ler ainda... prometo que dessa vez não tem nada a ver com “Manifestos eu quero colo” ou coisas depres do tipo...
Pelo contrário, queria defender a idéia de que a solidão pode sim fazer bem...
O que me fez pensar nisso é que às vezes eu me sinto tão melhor quando fico sozinha... É serio... É só me trancar no meu mundinho do meu quarto pra me sentir completamente renovada, cheia de energias pra fazer tudo... Não que eu seja anti-social...(tudo bem, as vezes até sou...) mas é que as vezes eu me sinto bem sozinha... Me isolo desse mundinho pra divagar, pensar em algumas coisas ou pra não pensar em nada mesmo... O simples fato de estar sozinha me conforta...
Mas pra algumas pessoas no entanto, parece que ocorre o contrário...
Esses dias mesmo, estava a toa e decidi fazer AQUELA caminhada na avenida de Cerquilho... Poxa, me senti tão bem... Aquele ato uniu o famoso 2 em 1: Espairar e ainda de quebra queimar umas caloriazinhas... muiiito bom...
MAS, no dia seguinte, uma das minhas amigas veio me consolar...perguntou se estava tudo bem comigo pois ela tinha me visto numa cena super triste, caminhando desamparada pela despovoada avenida da cidade.... Ai, eu tive de explicar pra ela que eu estava super bem, que tava andando sozinha com a finalidade de pensar na vida mesmo...
O que eu estava passando naquela “fase meio anti-social de ser” era uma tentativa de ficar comigo mesma e me entender...
Acho que nas culturas ocidentais as pessoas valorizam muito mais essa questão da socialização, o coletivo, o que eu também acho legal.. as pessoas têm de saber lidar umas com as outras...
Já nas culturas orientais o individual é valorizado, saber ficar sozinho é uma arte... a meditação, os templos budistas... pessoas querendo encontrar o eu interior...tudo na maior paz...
Acho legal essa sacada de ficar sozinho... Você cresce, se torna capaz de identificar suas falhas e virtudes também. Os momentos em que passamos sozinhos no quarto, quietos e em paz são no fundo maneiras de fortalecer nossas identidades.
A solidão não é um problema, pelo contrário, nos permite olhar de forma verdadeira para o que existe dentro da gente.

Escrito por Eu e eu mesma!!! às 02h34
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A FLOR!!!
    

Escrito por Eu e eu mesma!!! às 13h12
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"O fundamental na vida é conservar a alma nas alturas" - Flaubert
Vamos convir que não existe nada mais deselegante do que ouvir conversas alheias... Mas tenho de fazer uma confissão aqui neste humilde blog que me pertence:
Eu ouço!!!! Anteninhas ligadas e radarzinho funcionando com grande frequência!!!
Pode ser na filas de banco, nas filas de banheiro da balada, no caos do busão ou no mais clássico salão de cabeleireiro!!!
Esses dias o fato se deu quando eu esperava pra cortar o cabelo...
Estava eu, lendo (ou fingindo ler) uma daquelas revistas de mullherzinha enquanto aguardava minha vez!!! Aí, a cabeleireira falava de um homem, pai de família, que havia falecido há algum tempo... Não pude ouvir com clareza todos os detalhes da morte pois eles se perdiam em meio ao zum zum zum do secador... mas ouvi uma parte que achei muito interessante... A maneira como explicaram para a filhinha de oito anos do senhor falecido o que era a MORTE! Contaram a ela, que ao morrer, todos nós viramos estrelas... e ainda lhe disseram que quando sentisse saudades do pai bastava olhar para o céu estrelado e procurar a maior de todas as estrelas. Aquela seria seu pai, a maior de todas... Passados alguns dias do acontecimento, diz que a garotinha, ainda meio encabulada, sentiu falta do pai e foi procurá-lo olhando para o céu!! Naquela noite super estrelada a garotinha formulou sua teoria e soltou a seguinte pérola:
- Mãe, se cada estrela é uma pessoa que morreu, morreu muiiiiiita gente já, né??
Eu achei muito fofa a fala da garotinha... É nessas horas que eu vejo o quão sublime é essa fase da infância, a ingenuidade e a pureza com a qual encaramos o mundo...Aí a gente cresce e tudo vira um grande cocô (desculpem o termo!!!!!). Passamos a perceber o quão difícil é perder alguém... as pessoas se vão e as explicações para isso inexistem... ninguém vira estrela... 
Li uma vez uma frase que dizia que a Angústia é o preço que pagamos pela lucidez.. E cada vez mais isso faz sentido pra mim...
O que mais me entristesse é que um dia, provavelmente, a garotinha também vai crescer e se perguntar Como é possível alguém deixar de existir??? Como foi possível o pai dela estar lá um dia e pluft!! Virar estrela!!??
Isso é incompreensível e angustiante... Para tornar as coisas um pouquinho menos angustiantes, nós, seres humanos, criamos a religião e passamos a acreditar que há outra vida depois dessa... criamos ainda a arte e então fomos capazes de representar e discutir o paradoxo vida-morte (pense quantos quadros, filmes, músicas existem sobre o assunto!!!).
Comecei a divagar, né???
O post acabou ficando até meio triste...Que merda, minha intenção não é encher vocês, meus amigos leitores amigos rsrsrs, com minhas neuras... Mas acho que podemos tirar uma conclusão de tudo isso...
A única maneira de tornar a vida um pouquinho menos angustiante é viver intensamente, amar intensamente... Dizer a todas as pessoas que você ama o quanto você as ama!!! E amar de verdade!!!
Vou começar a fazer isso agora, nesse exato minuto!!!
A vocês, meus amiguinhos do coração, caros leitores pacientes, rsrsrs
Amo Vocês!!!
Escrito por Eu e eu mesma!!! às 02h16
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